Feliz Dia da “Mãedrasta”!

Meus amigos e amigas, ontem foi Dia da Madrasta (primeiro Domingo de Setembro, pra quem não sabe)! Sem preconceito, por favor! Sabemos que uma madrasta é parte integrante, fiel e muitas vezes, a pessoa mais centrada de uma família!

Sabendo disso (e tendo uma parceira como “mãedrasta” ;)), traduzi um texto que encontrei uma vez no site The StepFamily Center, portal muito legal com vários artigos e dicas sobre a vida em família com madrastas e padrastos, mas só em inglês. Tomei certas liberdades em alguns momentos para manter o texto coeso, mas a essência está lá!

É um pouco grande, mas vale a pena. Confere aí:

Feliz Dia da Madrasta!

Por Susan Davis Swanson, Diretora Executiva do The StepFamily Center

É maio, mês do Dia das Mães. Enquanto as mães de todo o país estão ansiosos para comemorar este dia com seus filhos, muitas “mãedrastas” ficam se perguntando como e onde elas se encaixam nesse contexto. Ser uma madrasta é de longe o mais difícil papel em uma família. E isso não é apenas de uma pessoa que foi madrasta duas vezes dizendo isso – É o que um estudo com 1400 famílias descobriu. Enquanto ser um padrasto é difícil também, madrastas podem receber um nível de raiva de enteados e ex-cônjuges que padrastos raramente experiênciam.

As mulheres que se apaixonam por um homem com filhos realmente pensam que podem lidar como fato de ser uma madrasta. A maioria delas, eu inclusa, vem com o pensamento certo e quer ajudar seus parceiros com as crianças e desenvolver algum tipo de relacionamento com elas. Então, nós abrimos nossos corações, permitimos que nossa própria vulnerabilidade se mostre e tentamos fazer amizade e nos preocupamos com os filhos do nosso parceiro.

Mas, muitas vezes, a dor de tentar fazer isso eventualmente vem e a realidade afunda no sentido de que ser mãedrasta não é exatamente o que você esperava. Pode ser a primeira vez que seu parceiro se junta com seus filhos e faz você se sentir sozinha. Pode ser a primeira vez que você ouve que as crianças não são tão felizes com você estando lá como fizeram parecer no início. Ou talvez sejam aqueles “olhares” que as crianças lhe dão que o seu parceiro não os vê, mas que você vê… e sente. Quando estas realidades e sentimentos sobre seus enteados começam a surgir, você pode achar que não é capaz de ser tão generosa com o seu calor e carinho. Na verdade, pode sentir como quem quer fugir e deixar todas essas pessoas que podem prejudicá-la pra trás.

Quem, senão uma madrasta, sabe quantas vezes ela abriu seu coração e alma e foi ferida, por vezes, de pequenas formas e, às vezes, de formas muito maiores? E quando aquelas dores vem, sua própria identidade, a maneira como ela vê a si mesma no mundo é desafiada de uma forma que é difícil de absorver. Falei com um educadora que acha que pode ajudar a “mãedrastas a aprender a serem mais empáticas com o que as crianças estão passando”, e eu pensei: “Ela realmente não entende.” Sim, nós podemos tentar entender o que o crianças estão passando, o que a ex está sentindo, o que nossos parceiros estão sentindo. Mas quem está sendo empático conosco e entendendo o que estamos sentindo?

A menos que você esteja falando com outra madrasta, ninguém realmente entende o quão isolado e solitário pode ser, particularmente para uma madrasta que não tem filhos dela própria. Muitas mulheres têm parceiros que dizem: “Bem, o que você quer que eu faça?” Ou “Por que você não pode compreender as crianças?” Ou “Por que você não pode tentar mais?”. É claro, tudo que  isso faz é exaltar os seus sentimentos de ser uma estranha e deixar você se sentindo como se seu parceiro não fizesse juz ao termo “parceria”.

Todo mundo é ótimo com conselhos e soluções, o que às vezes pode ser útil, mas você está sozinha neste lugar confuso. Quando você, seu marido e seus filhos estão todos juntos, vocês “parecem” ser uma família, e quando vocês vão em viagens de “família”, é esperado de vocês que ajam como uma família (talvez até compartilhem todos juntos um quarto de hotel!). Mas você é lembrada constantemente que “eles” são a família e você é a pessoa de fora que tem que navegar por tantos sentimentos novos e desconfortáveis.

Vocês tem um desafio aqui, garotas. Sim, vocês podem definitivamente aprender o que é normal na vida em família de modo que vocês não tomem pessoalmente algumas dessas coisas jogadas em vocês pelas crianças. Vocês podem aprender o que é o desenvolvimento normal de crianças em determinadas idades (ou seja, adolescentes são rudes com todos que convivem, não apenas vocês). E vocês podem decidir que vão fazer estas “famílias” funcionarem e depois sentir que seus respectivos maridos e filhos são uma família e vocês são… Bem, nós somos uma “tipo família”, mas não realmente.

O que vocês precisam fazer é educarem-se e obterem apoio. Como parte de um casal, vocês não podem se dar ao luxo de apenas adivinhar o que esperar em uma família e vocês não podem fantasiar com os seus parceiros que vai dar certo. Em vez de lutar, é tempo de agir e aprender sobre sua nova vida. Encontrem conselheiros que entendam a vida em família. Leiam livros com seus parceiros, para que ambos consigam aprendizado sobre os mesmos temas. Quando vocês dois compreenderem como apresentar uma parceria forte para as crianças, até mesmo pais que estão com medo de perder mais tempo com seus filhos vão entender que as crianças se beneficiam vendo os adultos no comando, trabalhando como chefes de família e sendo um casal forte e amoroso. Procurar outras mulheres na mesma posição que vocês para que tenham um sistema de apoio. Compartilhem livros de ações e informações com outras mãedrastas. Saiam como casais e conversem sobre a verdade do que funciona e o que não funciona.

Então, aqui vai a todas as mãedrastas: Vocês merecem todo o respeito do mundo por fazerem algo que ninguém mais (além de outra madrasta) sabe que é tão desafiador. É desafiador quando as crianças vivem com vocês em tempo integral, é desafiador quando eles visitam a cada 15 dias. É desafiador em férias de “família”, é desafiador nos feriados. Mas o maior desafio de todos é se sentir sozinha em todas essas situações. Então, vamos todos brindar à nossa bravura, nossos corações bons (nossos enteados sabendo disso ou não) e unam-se para que nós não fiquemos sozinhas e termos umas as outras onde podemos ser vistas, ouvidas e entendidas!

Feliz dia da Mãedrasta!

Finalizando, a todas as mãedrastas deste Brasil afora e do nosso mundão sem porteira, desejo a elas muito amor, felicidade, serenidade, força e paz, que é o que todos precisamos mais (e um pouco de dinheiro também não ia fazer mal, né :D).

À minha parceira Carolina Souza e (na minha opinião e na do meu filho) melhor mãedrasta do mundo, mais um parabéns! Espero que um Bob Esponja e um trator desenhados a mão de presente tenham dito isso a você, porque o livro que demos não é nada perto do que você nos dá. Nós te amamos muito!

Artigo original: The StepFamily Center.

OBS: Particularmente, o artigo original faz bem mais sentido e é bem mais legal, minha tradução não faz tanto juz assim ao texto, se puder, leia.

Fica a dica!

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2 comentários sobre “Feliz Dia da “Mãedrasta”!

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