Leitura pra ficar de olho: Tenho Duas Casas

Olá!

Hoje temos uma ótima dica que pode abrir muitas portas para uma conversa saudável.

Rapidamente ambientando: Quem nos conhece sabe que o Daniel tem um filho de seis anos de uma relação anterior. Pois bem, nunca haviamos conversado com a criança sobre o fato de morar em duas casas, duas regras em cada casa, dois conjuntos de roupa, enfim, dois “tudo”.

Navegando pela internet, descobrimos o livro Tenho Duas Casas da autora Cristina Von, com ilustrações de Graça Lima.

Capa do Livro Tenho Duas Casas

Vamos falar um pouquinho agora mas nos acompanhe pois o final é bom.

So, compramos o livro, demorou um pouquinho pra chegar mas chegou, pegamos na livraria da Travessa. Levamos pra casa e lemos antes, lógico, para podermos ver se cabia no nosso contexto e se poderiamos ler com ele tranquilamente. Lemos, achamos tranquilo, aguardamos até o final de semana seguinte, onde o pegamos para passar conosco.

Após um diazinho agitado, paramos em casa, botamos ele pra tomar banho e comer uma jantinha experta, depois botamos uma musiquinha baixinha e sentamos no sofá da sala para mostrar e ler o livro com a nossa criança.

Qual foi a nossa surpresa quando começamos a ler as situações do livro a criança começou a esboçar um choro contido. Esperando algo do tipo, mas mesmo assim surpresos, perguntamos se ele queria continuar e ele, se mostrando forte ou apenas por pura curiosidade, disse que sim. Lemos até praticamente metade de suas 32 páginas, mas ele já estava um pouco choroso e cansado do dia, então, paramos e levamos ele até a cama. Lá, nós três nos demos um abraço super forte e, a esta altura, amigo, todos estávamos com lágrimas nos olhos. Falamos a ele e a nós mesmos que tudo ficaria bem, a criança logo adormeceu.

Sentamos nós, na sala, meio entorpecidos com a situação toda. Foi quando percebemos pela primeira vez que, além de duas casas e dois “tudo”, também nunca haviamos conversado com a criança sobre ter pais separados e como isso afeta a vida de todos e, principalmente, a dele.

Dormimos posteriormente, todos acordamos e após o café da manhã perguntamos se ele queria continuar a ler o livro, que disse que sim. Sentamos e continuamos a ler de onde paramos até o final.

O interessante é que justamente da onde continuamos foi a parte que começa a explicar como tudo fica bem, que é normal ter duas casas, que é bom ter seus brinquedos e roupas tanto na casa da mãe quanto na do pai, que existem diferentes modelosde família, com pais juntos, separados, sem pai, sem mãe, morando com os avós, com padrasto e madrasta, sobre novos irmãozinhos ou irmãzinhas e como eles não vão tirar o espaço dele… Enfim, aborda muita coisa, de uma maneira bem lúdica, com ótimas artes para os pimpolhos absorverem da melhor maneira possível.

Perguntamos se tinha alguma dúvida quando terminamos, ele disse que não. Ok, esperamos. Passou um tempinho, não deu outra: a criança soltou um singelo “Tem família que não tem pais?” – Pronto. O diálogo foi aberto. Missão cumprida.

A dica é: Se você vive uma situação de ter um filho com pais separados, este livro é bela maneira de abordar assuntos relacionados ao tema.

Fica também a sinopse roubada do site da Americanas:

“A autora leva para a sala de aula a discussão de um tema atual e extremamente importante para a convivência: o surgimento de novas estruturas familiares na sociedade. Com texto e ilustrações leves e agradáveis, este livro propicia ao leitor o entendimento sobre um dado novo, a quebra de paradigmas, a identificação com os personagens, o respeito pela história de si e do outro e pelas diferenças. Contém atividades sugeridas para sala de aula:

– A história como ponto de partida para a quebra de padrões e a compreensão de novas possibilidades.

– A partir de perguntas e respostas sobre a história e também de relatos de histórias pessoais – próprias ou de terceiros -, levar o leitor a refletir e a encarar com naturalidade situações como:

+ Separação dos pais;

+ Novos arranjos familiares;

+ Filhos de pais separados;

+ Inclusão de novos membros;

+ Novos tipos de convivência.

– Se a criança narrar uma experiência pessoal, a atividade faz com que ela vivencie um processo de criação (ao organizar o relato) e de expressão (ao narrar a história), que a auxiliam a lidar com situações com as quais convive. Graça Lima ilustra o texto com muita criatividade, dando um toque especial a este livro encantador.”

Blog da autora aqui e da ilustradora aqui.

Entrevista bem legal com a ilustradora no blog Abraços Dobrados aqui.

Sugestões para serem trabalhadas em sala de aula aqui.

Post no blog Não é a Mamãe da “boadrasta” Bianca Spessirits aqui.

Fica a dica!

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2 comentários sobre “Leitura pra ficar de olho: Tenho Duas Casas

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