Fogo amigo ou Filtro Social existe, vamos aprender sobre ele?

Quantas e quantas vezes as pessoas não são julgadas pelo que elas são, mesmo que isso afete a vida de ninguém a não ser a delas mesmas? Não é aquele julgamento alheio que todos nós fazemos sobre tudo e todos, mas que fica no fundo do nosso pensamento livre de fazer estrago. Falo do julgamento que excede o pensamento e é atirado pra fora. Sem dó. Às vezes em tom de brincadeira, que é pra disfarçar. Brincadeira ou não, é uma merda do mesmo jeito.

É aquela coisa, se você gosta de rosa, te julgam por gostar de rosa, se é crente, te julgam por ser e se for macumbeiro, puta que pariu, você vira alvo absoluto de tudo que é julgamento, preconceito e chacota. Mas isso é só um exemplo.

É incrível ver como te julgam pelas coisas mais corriqueiras da vida, como se você fosse um estudo antropológico. Falando do que se aplica a mim, Carolina, pessoa física:

Assim como todos que já chegaram a vida adulta, eu já fui adolescente e nesta idade tudo é demais, tudo é intenso e você brada as suas opiniões até aos pássaros se eles quiserem ouvir. Quando eu era adolescente eu não não queria ter filhos (no início da vida adulta também não), achava que ia viver de falar e escrever sobre música uma parte da vida e na outra escrever reportagens investigativas. Hoje eu realmente quero ter um filho, o brilho do jornalismo se perdeu um pouco pra mim e ando avaliando o que fazer da vida. Mas já vi gente que me conheceu lá atrás na adolescência (fora as tias velhas, essas não contam!) se espantar por que eu mudei de ideia quanto à vida e hoje tenho casa (e tenho que mantê-la num nível de ordem razoável), emprego fixo e quero ter um filho.

Aquela frase babaca: “Quem te viu e quem te vê…” Fico me perguntando que caralho de pessoa eu seria se tivesse aos 26 a mesma cabeça que tinha aos 15. As coisas funcionam nesse nível em outras áreas.

Eu bebo. Eu gosto, eu pago com meu dinheiro. A relação das mulheres que eu conheço e observo com a bebida é uma coisa engraçada. Parece que a maioria gostaria de tomar um grande porre e se declarar pra alguém, sentar num bar e beber até o bar fechar, falar merda e por aí vai. Mas a maioria acha que “não fica bem”, que as pessoas vão comentar, aí elas não fazem. Mas se você faz, é o fim do mundo.

Eu já ouvi as pessoas tentarem fazer piada com o fato de eu beber melhor e mais do que muitos homens. Gente, não há absolutamente nada de errado nisso e também não há nenhum motivo para piada ou alfinetes maldosos sob a alcunha de brincadeira. Sim, eu entendo razoavelmente bem de cerveja, curto outros tipos de bebida e não vejo nada de errado nisso. Quem não curte, não bebe e respeita o direito e a vontade dos outros.

Mesmo durante a escrita deste post, eu cheguei a conclusão de que a maioria das coisas com as quais as pessoas tentam te atingir, é na verdade o que elas queriam fazer exatamente como você faz. O problema é não ter coragem, é achar que não vai ficar bem.

A dica é: Seja o que você é e permita isso aos outros também. O nome disso é civilidade. Deixe o fogo para os inimigos, pois fogo amigo queima dobrado.

Eu poderia tecer 365 mil comentários sobre muitas coisas e pessoas, mas não o faço por que existe uma coisa chamada filtro social que dispara e me avisa quando o que eu estou prestes a dizer não é um conselho ou um comentário inocente, é puro e simples alfinete. Todo mundo deveria exercitar isso também, pois é uma prática e ninguém nasce sabendo.

Fica a dica!

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