Uruguai: Um dia em Colônia del Sacramento

Após definir Buenos Aires como destino da nossa lua-de-mel, conversamos bastante com amigos que já tinham feito a mesma viagem e lemos bastante em blogs especializados sobre o local. Com isso, descobrindo que muitas pessoas que visitam a capital argentina acabam esticando para um dia em Colônia del Sacramento, uma charmosa cidade do Uruguai, separada de Buenos Aires pelo Rio da Prata.

Mapa em um dos prédios históricos!

Viajamos para a Argentina pensando que seria o máximo ir até lá, mas não tivemos certeza até checar os valores com a empresa de turismo chamada Seacat (foi o melhor orçamento entre as poucas que vimos) e comprovar que dava pra bancar o dia em Colônia. Compramos as passagens de ida e volta por mais ou menos 700 pesos argentinos por cada um e  com opção de sair bem cedinho de Buenos Aires (8h00) e voltar bem no fim do dia (20h00).

É preciso chegar ao terminal Buquebus com pelo menos duas horas de antecedência do horário de saída do barco. Isso é necessário por que temos que passar pelo serviço de imigração pois, mesmo o trajeto sendo curto, trata-se de uma viagem internacional. Assim como na Argentina, no Uruguai não há exigência de visto ou passaporte para brasileiros, porque todos fazemos parte do Mercosul.

Mas uma dica a parte que damos a vocês é: tire o passaporte. Nós sabemos que é um gasto a mais para quem vai viajar, mas vale mais apena. Tanto para entrar na Argentina quanto no Uruguai foi muito mais tranquilo por que tínhamos um documento reconhecido em ambos os países.

Mas voltando ao dia em Colônia, partimos um pouquinho depois das oito da manhã e levamos exatamente uma hora para chegar à cidade. O barco em que fomos era uma espécie de catamarã de luxo, bem legal. Na embarcação, além de TV, há uma lanchonete e um Duty Free. Nem precisa dizer que passamos um tempinho muambando por lá, né? 😉

Consumo sem taxas, super curtimos!

Chegando em Colônia, desembarcamos e o terminal parece um mini aeroporto, com lojinhas, um centro de informação (que estava vazio e sem mapas da cidade), serviço de câmbio e venda de pacotes de passeio pela cidade. Tiramos umas fotos de uns mapas na parede e saímos. Para nossa sorte logo na saída decidimos entrar em uma espécie de centro cultural e lá tinham mapas da cidade e até vimos uma apresentação multimídia da história do Uruguai, por módicos R$ 6 por pessoa.

Com mapa na mão, era hora de explorar a cidade, que antes de ser colônia espanhola, foi portuguesa e ficou numa briga durante algum tempo até que finalmente a Espanha dominou.

Tudo muito bonito, com um clima calmo de cidade pequena.

As ruas e as casas são lindas, um ar bucólico de cidade pequena que encantou. Um cão de rua nos acompanhou durante algum tempo, depois ele encontrou amigos cães e foi brincar.

Aqui, abrimos uma lista rápida de coisas que observamos:

1 – Os cães de rua de lá são lindos e enormes. Uma particularidade é que todos eles tem pelos compridos independente da raça. Achamos que é por causa do frio absurdo;

2 – Os motoristas da cidade são muito educados. Tanto que não há sinal de trânsito nem nos cruzamentos;

3 – Até o momento, o câmbio é muito favorável para quem leva real e dólar.

Voltando: Visitamos os principais pontos turísticos da cidade, fizemos muitas fotos, comprinhas e achamos um restaurante pra comer um bom churrasco uruguaio, que não nos decepcionou. A grata surpresa do restaurante foram as cervejas do cardápio e elas ganharão um post a parte.

Depois do almoço, mais andança e mais fotos, pausa para um sorverte (mesmo com o frio), conhecemos o shopping e um mercado (que também tinha muitas cervejas diferentes). Na volta ao centro da cidade um rapaz nos abordou para oferecer marijuana… achamos engraçado, mas recusamos educadamente, mesmo o rapaz insistindo e dizendo que lá é liberado. Sim, nós sabemos que é, mas além de nenhum de nós fumar, não compraríamos no meio da rua (que certamente não é uma prática legal).

Já era meio da tarde, ia ter jogo do Uruguai e nós voltávamos ao Centro Histórico para fazer hora até a volta para Buenos Aires. Foi quando avistamos uma placa discreta apontando para uma cervejaria artesanal chamado Barbot. Foi quase como se ouvíssemos uma musiquinha angelical – Quem curte cerveja artesanal sabe como é – e assim, no meio do nada, sem pesquisar! Foi uma grata surpresa. Lá fomos nós provar novas cervas e torcer pelo Uruguai. 😀

Uruguaio é engraçadinho, né?

Coincidentemente, neste dia a seleção do Uruguai ganhou e acompanhamos a euforia de todos que saíram às ruas para comemorar. Eles estavam convictos de que chegariam a final para repetir a vitória da copa de 50 no Maracanã. Foi bem legal ver a alegria das pessoas, especialmente das crianças, que mesmo naquele frio, comemoravam a vitória do seu país.

Festa da torcida uruguaia pós-vitória, bem animada, no estilo dos brasileiros!

Por fim, voltamos pro catamarã para retornar à Argentina, aproveitando mais uma horinha completa de Duty Free! 😉

Olha, vale muito a pena visitar! Isso porque não fomos a Montevidéu nem outras cidade do Uruguai, que ficaram pruma próxima viagem! 🙂

Fica a dica!

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