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Cervejas do meu mundo afora: (Algumas) Cervejas do Uruguai

Embora tenhamos passado apenas um dia em Colônia, foi um dia produtivo nas descobertas cervejeiras, como o da cervejaria uruguaia Barbot. Assim como fizemos com o post das cervejas que encontramos em Buenos Aires, segue um compilado dos rótulos encontrados na terra do Mujica.

O destaque fica para as três Mastras que provamos no restaurante do nosso almoço. Destas, duas são tão boas que figuram atualmente na lista das que gostamos muito entre as que experimentamos nessa vida! A cervejaria fica em Montevidéu, local que esperamos conhecer em breve. A American Stout é o padrão comum de boas cervejas do estilo, mas nada especial. Agora, sem palavras pra descrever o quanto a Golden Ale e a Scottish Ale são deliciosas!

Sem sacanagem, estas cervejas são EXTREMAMENTE GOSTOSAS!

No mesmo restaurante provamos a Grolsh, que também é muito boa e parece bastante com duas representantes da República Tcheca que já bebemos.

Mais comum, mas bem gostosinha, American Stout da Mastra e a Grolsh, uma lager com gosto marcante!

Detalhe: Desconfiamos levemente que a Pilsen (cervejaria, não o estilo de cerveja) e a Quilmes pertençam ao mesmo dono. Deduzimos isso pois em Buenos Aires provamos diversas Quilmes e em Colônia, a Pilsen curiosamente possui uma gama de cervejas e estilos muito próxima da concorrente argentina. Como os países cultivam uma certa rivalidade, se nossas suspeitas forem reais, foi uma boa estratégia para não perder o público dos dois países.

Fiquem com as cervejas:

Pilsen Sonic – Feita com a técnica de dry hopping, delicinha!

Zillertal – Estilo parecido com a Grolsh, por sinal, similar a outras duas tchecas que tomamos

Pilsen 7 Grados – Te lembra alguma? **cough, Quilmes Night 6.9, cough**

Patricia versão Dunkel! Nada muito espetacular, mas pra provar uma que não vemos no RJ, tá valendo! 😉

Pilsen Ambar – Daquelas red ales que você passaria uma noite inteira tomando de boa com os amigos!

Em um mercado uruguaio – A variedade não era tanta quanto a dos argentinos, mas tinha o suficiente para nos entreter pelo dia! 😀

Fica a dica!

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Cervejarias uruguaias: Barbot Brew Pub

Como contamos no nosso post sobre um dia em Colônia del Sacramento, encontramos a Barbot sem querer. Quando programamos a ida ao Uruguai não estávamos pensando (nem procurando) qualquer cervejaria artesanal por lá. Mas para nossa sorte, tinha! 😀

Sorte nossa, cervejaria artesanal de sucesso!

Seguimos uma placa discreta na esquina da rua, que indicava a numeração e chegamos a um charmoso e aconchegante ambiente, onde perece ter sido uma casa, com aquecedor (vital para superar o frio que faz no local), lareira e ambientes independentes com TV (onde, no dia, assistimos ao jogo do Uruguai) para dar privacidade a grupos de amigos passageiros. Apesar do clima caseiro, logo nota-se a moderna estrutura, com qual conta esta cervejaria artesanal, logo atrás do balcão. Provamos oito cervejas disponíveis da casa (faltou uma da carta fixa que estava em falta) e amamos!

Estrutura muito boa e ambiente aconchegante!

O atendimento também foi muito bom e uma curiosidade: o que eles servem aos clientes com tira-gosto é pipoca! De tempos em tempos uma moça renovava a cestinha de pipoca na nossa mesa. Uma peculiaridade legal! Depois notamos que outros lugares fazem o mesmo e além da pipoca servem aquele clássico amendoim. 🙂

Bom espacinho, com a lareira nos fazendo o imenso favor de nos aquecer naquele frio arrasador!

A Barbot é a primeira cervejaria artesanal de Colônia del Sacramento. Não sabemos se existem outras na cidade (fica pra descobrirmos na próxima viagem), mas essa está de parabéns!

E vamos as cervejas:

Weizen, nosso estilo preferido, estava saborosa!

Scottish Ale, forte como o estilo pede, muito boa!

Sacramento Kölsch – Não somos os maiores fãs deste estilo, mas estava muito boa também

Marilyn Golden, uma Blond Ale deliciosa!

Mumbai India Pale Ale – IPA de respeito!

Burton Bitter – Ótima cerveja e a cor âmbar dá um ar foda pra cerveja! 😀

Dublin Stout, forte, mas sem ser muito amarga!

De Lobo Porter – Grãos torrados no máximo mas, pra quem gosta do estilo, muito bem feita!

Uma foto meio borrada do cardápio, mas só pra ilustrar! 😀

Quando visitar a cidade, faça um pit stop lá!

Fica a dica!

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Uruguai: Um dia em Colônia del Sacramento

Após definir Buenos Aires como destino da nossa lua-de-mel, conversamos bastante com amigos que já tinham feito a mesma viagem e lemos bastante em blogs especializados sobre o local. Com isso, descobrindo que muitas pessoas que visitam a capital argentina acabam esticando para um dia em Colônia del Sacramento, uma charmosa cidade do Uruguai, separada de Buenos Aires pelo Rio da Prata.

Mapa em um dos prédios históricos!

Viajamos para a Argentina pensando que seria o máximo ir até lá, mas não tivemos certeza até checar os valores com a empresa de turismo chamada Seacat (foi o melhor orçamento entre as poucas que vimos) e comprovar que dava pra bancar o dia em Colônia. Compramos as passagens de ida e volta por mais ou menos 700 pesos argentinos por cada um e  com opção de sair bem cedinho de Buenos Aires (8h00) e voltar bem no fim do dia (20h00).

É preciso chegar ao terminal Buquebus com pelo menos duas horas de antecedência do horário de saída do barco. Isso é necessário por que temos que passar pelo serviço de imigração pois, mesmo o trajeto sendo curto, trata-se de uma viagem internacional. Assim como na Argentina, no Uruguai não há exigência de visto ou passaporte para brasileiros, porque todos fazemos parte do Mercosul.

Mas uma dica a parte que damos a vocês é: tire o passaporte. Nós sabemos que é um gasto a mais para quem vai viajar, mas vale mais apena. Tanto para entrar na Argentina quanto no Uruguai foi muito mais tranquilo por que tínhamos um documento reconhecido em ambos os países.

Mas voltando ao dia em Colônia, partimos um pouquinho depois das oito da manhã e levamos exatamente uma hora para chegar à cidade. O barco em que fomos era uma espécie de catamarã de luxo, bem legal. Na embarcação, além de TV, há uma lanchonete e um Duty Free. Nem precisa dizer que passamos um tempinho muambando por lá, né? 😉

Consumo sem taxas, super curtimos!

Chegando em Colônia, desembarcamos e o terminal parece um mini aeroporto, com lojinhas, um centro de informação (que estava vazio e sem mapas da cidade), serviço de câmbio e venda de pacotes de passeio pela cidade. Tiramos umas fotos de uns mapas na parede e saímos. Para nossa sorte logo na saída decidimos entrar em uma espécie de centro cultural e lá tinham mapas da cidade e até vimos uma apresentação multimídia da história do Uruguai, por módicos R$ 6 por pessoa.

Com mapa na mão, era hora de explorar a cidade, que antes de ser colônia espanhola, foi portuguesa e ficou numa briga durante algum tempo até que finalmente a Espanha dominou.

Tudo muito bonito, com um clima calmo de cidade pequena.

As ruas e as casas são lindas, um ar bucólico de cidade pequena que encantou. Um cão de rua nos acompanhou durante algum tempo, depois ele encontrou amigos cães e foi brincar.

Aqui, abrimos uma lista rápida de coisas que observamos:

1 – Os cães de rua de lá são lindos e enormes. Uma particularidade é que todos eles tem pelos compridos independente da raça. Achamos que é por causa do frio absurdo;

2 – Os motoristas da cidade são muito educados. Tanto que não há sinal de trânsito nem nos cruzamentos;

3 – Até o momento, o câmbio é muito favorável para quem leva real e dólar.

Voltando: Visitamos os principais pontos turísticos da cidade, fizemos muitas fotos, comprinhas e achamos um restaurante pra comer um bom churrasco uruguaio, que não nos decepcionou. A grata surpresa do restaurante foram as cervejas do cardápio e elas ganharão um post a parte.

Depois do almoço, mais andança e mais fotos, pausa para um sorverte (mesmo com o frio), conhecemos o shopping e um mercado (que também tinha muitas cervejas diferentes). Na volta ao centro da cidade um rapaz nos abordou para oferecer marijuana… achamos engraçado, mas recusamos educadamente, mesmo o rapaz insistindo e dizendo que lá é liberado. Sim, nós sabemos que é, mas além de nenhum de nós fumar, não compraríamos no meio da rua (que certamente não é uma prática legal).

Já era meio da tarde, ia ter jogo do Uruguai e nós voltávamos ao Centro Histórico para fazer hora até a volta para Buenos Aires. Foi quando avistamos uma placa discreta apontando para uma cervejaria artesanal chamado Barbot. Foi quase como se ouvíssemos uma musiquinha angelical – Quem curte cerveja artesanal sabe como é – e assim, no meio do nada, sem pesquisar! Foi uma grata surpresa. Lá fomos nós provar novas cervas e torcer pelo Uruguai. 😀

Uruguaio é engraçadinho, né?

Coincidentemente, neste dia a seleção do Uruguai ganhou e acompanhamos a euforia de todos que saíram às ruas para comemorar. Eles estavam convictos de que chegariam a final para repetir a vitória da copa de 50 no Maracanã. Foi bem legal ver a alegria das pessoas, especialmente das crianças, que mesmo naquele frio, comemoravam a vitória do seu país.

Festa da torcida uruguaia pós-vitória, bem animada, no estilo dos brasileiros!

Por fim, voltamos pro catamarã para retornar à Argentina, aproveitando mais uma horinha completa de Duty Free! 😉

Olha, vale muito a pena visitar! Isso porque não fomos a Montevidéu nem outras cidade do Uruguai, que ficaram pruma próxima viagem! 🙂

Fica a dica!